
O futuro não deixa de ser essa incógnita perturbadora enquanto vivo o presente. Será que chegarei aos setenta? Caso eu chegue, como estarei na velhice? Qual será meu comportamento na tão falada terceira idade? Me sentirei realizado e sorrirei por um longo caminho já traçado? Não sei. Talvez eu esteja aposentado. Talvez não. Talvez eu me veja rindo com algumas crianças ou jogando dominó com um grupo de velhinhos numa praça da cidade. Talvez meu cardiologista me proíba de ingerir café ou minha capacidade auditiva diminua devido o constante uso de fones de ouvido. Talvez eu esteja lendo um bom e grosso livro, talvez esteja viciado em Jornal Nacional ou segurando um futuro aparelho tecnológico que visivelmente eu não saberei manusear. Talvez seja até bom que eu não saiba de tudo isso. Essas são mais algumas surpresinhas que a vida tem me reservado.
Escrevi em 4 de outubro de 2013*
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