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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Encontro no metrô

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Nos conhecemos em um aplicativo de celular e nos encontramos pessoalmente na mesma semana. Ele chegou esbaforido, suado, pedindo perdão por ficar tanto tempo preso no trânsito. Perdoei pela demora e seguimos para o vagão do metrô. A conversa fluiu como se já nos conhecêssemos há anos e em pouco tempo eu já sabia muito de sua vida, incluindo problemas de família e medos secretos. Ouvi com atenção cada desabafo e tentei me equilibrar entre a vontade de dar bons conselhos e pular em seu colo com o sangue erotizado. Suas pernas corpulentas bombeavam sangue dentro de mim e eu tentava disfarçar meu zíper com a mochila. Meu olhar marcava ansiedade pela sala escura do cinema para que nossos corpos se tocassem sem pudores, sem olhares dos passageiros entediados. Entramos no banheiro da Biblioteca Central e ele me puxou por trás, enquanto eu me debruçava na pia. Nosso primeiro beijo aconteceu ali, com meu rosto molhado e o tesão fervido em nossas veias. "Eu quis isso desde que bati o olho em você na entrada da estação", ele disse e me sentou na pia encharcada. Abracei seu corpo com minhas pernas e apertei seu lábio inferior com uma mordida, torcendo para que não fôssemos pegos pela segurança do lugar. Nos afastamos lentamente e eu ainda queria arrancar suas roupas GG em meio àquela adrenalina. O filme no subsolo não conseguiu cortar nossa pulsação e mais uma vez nos colamos com um beijo inconsequente. Me coloquei entre suas pernas e desci fazendo contato visual. Ele se contorceu, bagunçou meu cabelo com seu clímax e eu fiquei sem ar. O telão já não interessava, então saímos sorrateiramente dali com nossos mamilos enrijecidos e a certeza que a nossa química merecia outros encontros.

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