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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Exibicionismo Acidental



Acordei com a casa vazia e abri vários sites de pornografia. Me toquei, suei e tive consecutivos prazeres rápidos. O pênis já estava flácido e a ejaculação não saía com o mesmo vigor, mas me mantive estimulando o sexo à cada novo vídeo que pulava na minha tela. Meu corpo estremecia e o suor descia da testa sem parar. Pausei o vídeo e corri para o banheiro com o short dobrado até a coxa. A janela da cozinha permitiu que um vizinho me visse lá de fora, debruçado no muro de casa. Minha bunda estava à mostra e nossos olhares se cruzaram quando eu me inclinei para trás. Constrangi. Nada foi armado. Não queria me mostrar nem sabia que ele estava ali. Mas ele viu. Viu e manteve os olhos em minha direção. Ligeiramente entendi que meu constrangimento era inútil. Por que tamanho pudor com meu corpo? Por que não virar o jogo e brincar provocando excitação em alguém? Entrei no banheiro devagar e deixei que ele me olhasse mais. Mantive a porta entreaberta e me refresquei no chuveiro, sem pressa. Agora eu já conseguia brincar a nudez frontal, cheio de malícia no olhar. Me senti livre. Gosto do que fiz. E faria de novo.

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